Conhecendo os mercados de commodities ambientais

May 31, 2021

Na Radicle, ajudamos empresas a navegarem pelos mercados de emissões para lucrarem enquanto protegem o planeta. Até o momento, criamos mais de cinco milhões de créditos de carbono para compensar emissões em mercados regulados e a nossa equipe já realizou mais de US$ 300 milhões em transações de commodities ambientais no mundo todo.  

Apesar desses números impressionarem e abrirem caminho para o impacto positivo que esperamos alcançar, vamos começar falando sobre o básico, como, por exemplo, o que são as commodities ambientais e como funcionam os mercados de emissões.

Os tipos básicos de commodity ambiental são: créditos de carbono, combustíveis renováveis e eletricidade renovável.

As empresas ganham créditos de carbono reduzindo a quantidade de gases de efeito estufa (GEE) que elas geram ou armazenando-os antes que entrem na atmosfera. Cada crédito de carbono representa uma tonelada de dióxido de carbono equivalente (tCO2e) e esse conceito também se estende ao metano. O metano possui cerca de 30 vezes o potencial de aquecimento global (GWP) do CO2, fazendo com que as reduções em suas emissões sejam ainda mais cruciais à nossa causa. 

Combustíveis e eletricidade renováveis são tipos diferentes de créditos, pautados por regras específicas das jurisdições de onde são criados e vendidos. Esses créditos podem ser baseados na tonelada de dióxido de carbono equivalente (tCO2e) ou em unidades de produção, como  Megawatt-hora (MWh) de energia renovável.  

Os registros de commodities ambientais certificam e rastreiam os créditos, além de regularem o modo como eles são gerados. Nesse sentido, são bem semelhantes aos títulos e ações da bolsa – alguns são como investimentos em blue chips (rendimento certo) e outros podem ser praticamente inúteis.  A Radicle gera commodities ambientais da mais alta qualidade, porque utilizamos a nossa própria plataforma para mensurar, qualificar e agregar os GEEs. Portanto, quando se trata de comprar ou vender créditos nos mercados de emissões, os nossos clientes certamente irão lucrar.

Quando falamos em mercados de emissões, estes podem ser divididos em duas categorias abrangentes:  regulados e voluntários. Os mercados regulados são para empresas que precisam cumprir com metas estabelecidas pelo governo, caso contrário ficam sujeitas a penalidades financeiras; já os mercados voluntários são para aqueles que optam por reduzir as emissões ou se comprometem a adotar soluções mais “verdes” por conta própria. Geralmente, o fazem para cumprir com seus próprios compromissos ambientais ou para aumentar a receita. 

Sabemos que tudo isso pode parecer muito complicado. “O diabo mora nos detalhes”, diz Chelsea Bryant, Diretora Geral para Mercados Globais e Estratégia da Radicle, parafraseando um provérbio alemão. “É indispensável que você faça a sua lição de casa para otimizar o valor – geração de receita ou economias de custo – da participação no mercado.” E na Radicle, nós fizemos a nossa lição de casa. Estamos ansiosos para ajudar as organizações que tenham diversos níveis de conhecimento a navegarem pelas complexidades das commodities ambientais e dos mercados de emissões, facilitando um engajamento mais amplo nessas áreas.